sexta-feira, 14 de maio de 2010




Fotos: Marcello Dantas Jr.

Nessa semana se foi um dos meus idosos mais prediletos da série Idosos: o vô Zé. Avô por consideração, desde quando me entendo por gente ia visitá-lo à uma de suas diversas casas onde já morou, juntamente com minha irmã, meu primo e minha avó paterna - a vó Ditinha -.
Amigo próximo da vó Dita, o Zé sempre nos encantava com suas manias, às vezes extremas: cheirar um pó de cor marrom para estimular o espirro, fumar Trevo no cigarro de palha (o qual pareço sentir o aroma agora mesmo) e salgar o feijão, nisso ele era craque!
Só coisas boas ficaram. Não sei ao certo sua idade de partida, mas me lembro bem da sua vitalidade e atenção - na maior parte das vezes apoiado num cajado -, ao ouvir seu Motor@dio a pilhas. Sempre estávamos ajudando: íamos ao açougue comprar carne para ele, ração para suas carijós, as pilhas para o rádio, o fumo para sua palha...
Que seu cândido e humilde olhar continue me acompanhando nas minhas melhores memórias.
"Você diz que o tempo passa? Não! O tempo fica, nós é que passamos", Henry A. Dobson.
O tempo, a memória e a mensagem fotográfica também ficam gravados e, na maioria das vezes, da melhor forma.

2 comentários:

  1. "cheirar um pó de cor marrom para estimular o espirro".... isso teria nome? e não seria 'rapé'? ahahha =) gostei do post... RIP Seu Zé, parecia ser gente finíssima

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